quinta-feira, 12 de maio de 2016

Reflexões sobre Jung – “Questão do Coração”



Em tempos em que nem sempre as opções oferecidas pelos cinemas parecem ou são realmente interessantes, uma dica para quem deseja selecionar bem o que assistir em casa. Produzido em 1986 nos Estados Unidos, "Questão do Coração" é um documentário sobre vida e obra de Carl Gustav Jung, que foi lançado Brasil apenas no dia 6 de dezembro de 2013, pela Versátil. Consta de uma entrevista com o próprio Jung, datada da década de 50, e com depoimentos de vários de seus amigos e alunos.
Dentro da densa quantidade de informações oferecidas, nem sempre fáceis de compreender, destaca-se a ideia do inconsciente,

terça-feira, 10 de maio de 2016

A Solidão e seu Papel

             

Faz parte do viver nos sentirmos, com certa frequência,  solitários.
No passado, antes do advento da eletrônica, uma pessoa não tinha outro remédio que ficar só nos momentos em que não pudesse ter companhia, e então, sem ninguém mais para conversar, só podia ter a si mesma como companheira: seus pensamentos e sentimentos, suas dúvidas e seus medos, suas certezas e confianças.
Foi ao perscrutar seu interior, buscar em seu íntimo as respostas que lhes faltavam, que os grandes homens da história nos legaram a mais rica herança que poderíamos deles ter. Deram-nos o saber contido em suas obras, as mais belas histórias da literatura universal. Deram-nos também a poesia, a música,  a ciência, a legislação, e tudo mais que constitui nossa cultura e  civilização.

terça-feira, 3 de maio de 2016

O Anel de Giges - Anonimato, responsabilidade e justiça



"O Anel de Giges", anônimo da escola de Ferrara, séc. XVI

Conta Platão, no capítulo II de seu livro “A República”, que em época remota, na Lídia, um pastor de nome Giges encontrou um anel de ouro no dedo de um esqueleto humano gigante, após um terremoto, dentro de uma fenda que se abrira no solo, próximo ao local onde ele apascentava ovelhas.
O anel, ele logo descobriu, possuía o poder de tornar invisível quem o utilizasse (já vimos isso em outro lugar), e de acordo com a fábula, Giges, que era um homem comum até então, começou a fazer mal uso de seu novo poder, e perpetrou atos infames, até assassinar o rei da Lídia e ocupar seu lugar no trono.

domingo, 1 de maio de 2016

Quando o Céu virou um teto...



Imagine um dia em que, ao acordarmos e abrirmos as janelas, olhamos para fora e... surpresa! O céu achatou. Achatou tanto que está da altura de nosso teto.

Você pode até mesmo, se conseguir esticar-se bem, tocar as estrelas. Outra surpresa: elas não são reais, são apenas um reflexo da luz da terra. Não conseguimos mais vislumbrar o Sol, mas  apenas seus raios luminosos que trazem o dia. Também não é mais possível vislumbrar o horizonte ao poente, pois, afinal, a única coisa que conseguimos ver é o céu-teto que está sobre nossa cabeça e uns metros adiante, apenas.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

O Valor do Trabalho




Visto por muitos como uma forma de sacrifício ou castigo e, portanto, como algo totalmente indesejável, o trabalho pode (e deve) ser analisado sob uma ótica mais positiva, se pretendemos ser felizes.

Não são poucos os que acalentam o sonho da aposentadoria, ou das próximas férias, ou feriado prolongado, ou, ainda na falta de coisa melhor, do próximo final de semana, que os libertará da terrível carga do trabalho. E há ainda aqueles que sonham (ou fantasiam) ganhar na loteria, o que tornaria tudo maravilhoso.
E quando chega a segunda-feira, ou o retorno das férias, ou ainda o resultado da loteria, para muita gente, é triste ter que retornar ao seu posto de trabalho. E para estes, é muito triste saber que, ao longo da vida, estarão a maior parte do tempo trabalhando.

O suco de laranja de um filósofo



N. Sri Ram, um grande filósofo do século passado, possui um conceito sobre a memória que, às vezes, se torna um tanto difícil de explicar, tendo em vista nossos valores atuais. Um dia desses, ao preparar um suco de laranja, pensava sobre isso. 

Um pouco de Educação, por favor...




Ante os graves problemas que enfrentamos hoje, como a assombrosa escalada de violência, os elevados níveis de corrupção, e a degradação física e moral causados pelo uso de entorpecentes cada vez mais destrutivos, é necessário refletirmos sobre as causas de tão alarmante situação, sem par na história recente, como atestou a ONU neste mês de novembro, ao revelar que a América Latina vive uma epidemia de violência sem precedentes em 11 de seus 18 países, incluindo o Brasil.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Tanta pressa...


Mais uma manhã, tarde e noite, indo e voltando, com carros que passam voando por mim. Um dia, minha filha me falou que as pessoas deveriam colocar o número do seu celular no vidro... “- Para quê, minha filha?”, perguntei, sem captar o tom levemente irônico na voz: “- Para ligarmos e sabermos se deu tempo, mãe! Deve ser muito urgente o que ele vai fazer!”

A Alegria das Pequenas Coisas


Há alguns dias, resolvi preparar alguns biscoitos para minhas filhas, como contraponto à rotina de trabalho. E aproveitando as facilidades da tecnologia, encontrei rapidamente um vídeo ensinando a fazer cookies de chocolate.
Os ingredientes estavam facilmente à disposição no supermercado próximo de minha casa, e ante a notícia do que iria fazer, consegui logo 3 ajudantes mirins (minhas duas pequenas, e uma visitante que ficou sabendo e veio mais que depressa).

terça-feira, 1 de julho de 2014

Filosofia e seitas: uma reflexão útil


Uma das polêmicas mais acirradas que circulam hoje sobre o significado de palavras em geral gravita em torno da palavra “seita”.  Proveniente do latim sequire , "seguir", normalmente trata, em uso corrente, de ideologias divergentes da oficial e com tendência ao isolamento social; em extremo, podem se referir a grupos que cultivam excessiva devoção e obediência um líder, de quem são “seguidores”, com uso de técnicas de persuasão opressivas ou manipuladoras.

Como mesmo estes adjetivos são todos muito cheios de matizes, a se prolongar neste assunto, cairíamos num sem-fim de etimologias e conceitos discutíveis, mas não é este o nosso objetivo, senão perceber o que propõem, não as “filosofias”, pois é outro escorregadio conceito, uma vez que todo conjunto de ideias, homogêneo e coerente ou não, se intitula desta maneira, mas a Filosofia, tradicional e clássica, com a proposta que a trouxe à vida, e se isso se assemelha em alguma medida às chamadas “seitas’.