quinta-feira, 26 de junho de 2014
Amor e Mito
Esses dias, encontrei, por acaso, o conhecido quadro “Independência ou Morte”, do pintor Pedro Américo, e, com essa mania que os filósofos têm de querer refletir sobre tudo, comecei a pensar sobre a cena. Todos sabem que havia um jogo de interesses por trás, que a cena já havia sido “encomendada” por D. João VI antes de partir, e que aquele príncipe não era lá o que se poderia chamar de um primor de moral. Mas, diante desta bela obra, todas estas coisas se desvalorizam, e nasce o mito: um príncipe, um dia, sacou de sua espada e declarou, em alto e bom tom, que os filhos desta terra (nós!) somos amantes da independência, ou seja, da autonomia, da capacidade de nos impormos sobre as circunstâncias adversas, e que só tememos a morte indigna. Se ele não era digno de dizê-lo, problema dele; nós somos dignos de vivê-lo, e o tornamos real, através de nossas lutas diárias, às margens de tantos “ipirangas”, e sua espada corajosa e desafiadora é símbolo de nossa disposição ante as dificuldades... e necessitamos deste símbolo.
Tantas vezes, Platão fala da necessidade do mito; tantos povos o souberam e viveram, mas nós permanecemos indiferentes ante esta realidade, como crianças que
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Quem Sabe... O Amor
Um dia, já há algum tempo, eu realizava um aula ou conferência na qual abordava o tão polêmico quanto atraente assunto das almas gêmeas, e tratava da unidade possível entre dois seres humanos nos planos físico, psíquico e espiritual, quando, mais do que apenas atração física e afinidades psíquicas, eles compartilham sonhos e ideais.
Lembro-me de um jovem que literalmente se "retorcia", na plateia, visivelmente dividido entre um desejo de acreditar e um ceticismo vicioso e incômodo, ceticismo este que acabou por lançar contra mim de forma agressiva, talvez até por não suportar carregá-lo sozinho.
Após questionar o argumento por todos os ângulos que alcançou imaginar, sem sucesso, ele resolveu apelar para a artilharia pesada: a famosa falácia do “ataque à pessoa”, último recurso quando não se logra derrubar as ideias de alguém com as próprias ideias. Disparou contra mim a pergunta direta e pessoal: "- Você tem um relacionamento assim?"
terça-feira, 27 de maio de 2014
O Homem de Aço em Nós
Em uma época próspera em heróis do cinema, criaturas fortes, invencíveis e de natureza indomável, acredito que vale a pena refletirmos sobre o que nos fascina nestes seres fantásticos, com os quais nossa fantasia voa, mas nos quais normalmente (e talvez infelizmente) não podemos acreditar.
Os antigos gregos, os pais de nossa civilização, diziam que os heróis eram filhos da união entre deuses e homens, ou seja, uma mescla entre o divino e o humano, e que por isso, trazem em si parte da natureza de ambos.
Mas juntamente com seus poderes incríveis e sua força de vontade sobre-humana, os acompanham sempre inimigos terríveis, às vezes monstruosos e também superpoderosos, e ainda..., algumas fraquezas, resultado de seu parentesco conosco.
domingo, 30 de março de 2014
Resiliência e a Arte de ser Você Mesmo
Imagine uma vida sem obstáculos, sem superações e, consequentemente, sem conquistas. Uma vida confortável, mas sem movimento e sem sentido. Agora, imagine uma vida dinâmica, com conquistas, obstáculos superados e objetivos alcançados. Qual delas você gostaria que fosse a sua vida? Dizem os sábios que, para darmos um passo à frente, precisamos tirar o pé de trás e isso nem sempre é fácil, uma vez que o que passou é justamente o que já se tornou conhecido. O passo adiante vem carregado de mistério, pode ser agradável ou não, confortável ou não, simples ou não.
E o que isso tem a ver com resiliência?
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Reflexão sobre o Trabalho
Trabalho é construir. Significa construir a nós mesmos e trabalhar na construção de um mundo melhor. Podemos trabalhar para ganhar dinheiro, mas não como hoje em moda
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
A Barbárie e suas Causas
Ante os recentes casos de pura barbárie, amplamente divulgados pela mídia, no Brasil e no Mundo, cabe refletirmos sobre as causas deste mal. O termo “bárbaro” foi inicialmente usado pelos gregos para designar aqueles que ainda não haviam alcançado uma condição civilizada.
De forma bastante natural, entendemos quando se diz de alguém que seja “humano”, que se trata de uma pessoa de bom caráter, íntegro, honrado e fundamentalmente bom. E é uma questão bastante filosófica e sempre atual, apesar de não estar muito em moda, perguntar-se: O que confere a um ser humano essa condição de ser “humano”. É algo que se aprende?
domingo, 15 de dezembro de 2013
O Mito do Rei Arthur - Resumo!
Por que os MITOS são importantes?
A linguagem mítica é muito profunda.
É importante saber como nascem os mitos, o que eles representam, como nasceram, a fim de entendermos o simbolismo do mito.
No caso concreto que iremos referir:
- do ponto de vista filosófico, o importante é o significado do mito. Se existiu historicamente ou não o rei Arthur, é irrelevante.
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Quando Roma coloniza a região do sul da Inglaterra (A Bretanha), transforma-a em uma ilha organizada no meio de povos bárbaros (saxões, escoceses). Com a decadência, Roma deixa de ter condições de sustentar uma colônia tão distante e deixa a Bretanha à sua própria sorte. Os bretões, que são os celtas “romanizados”, ali permanecem cercados pelos bárbaros.
Mais tarde, os bretões aliam-se aos saxões, e estes, ao entrarem na Bretanha se admiraram da riqueza do local, pelo que logo quiseram dominar a região.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
A Filosofia Como Você Nunca Viu
(este texto é transcrição da palestra de apresentação do Curso de Filosofia, ministrada em Brasília pelo presidente da Nova Acrópole Brasil prof. Luis Carlos Marques)

A visão da Nova Acrópole sobre Filosofia:
Hoje nós temos uma visão acadêmica de filosofia, que todos conhecemos, dos cursos dados em faculdades. A nossa visão, a visão da Nova Acrópole, difere um pouco dessa visão acadêmica.
Nós nos fundamentamos na Filosofia à Maneira Clássica, e por FILOSOFIA nós entendemos a busca da Sabedoria. É um conceito vindo de Pitágoras, que dizia que não era sábio, era um buscador de sabedoria, pois ele não tinha a sabedoria. Essa é uma condição muito importante para quem busca, saber que não tem.
Este é um ponto importante, porque mostra que qualquer ser humano quer a sabedoria, quer buscar um conhecimento, isto distingue o ser humano em relação à outras espécies. Ele quer hoje saber mais do que sabia ontem. Isto é uma condição natural do ser humano, a busca da sabedoria.
Às vezes, devido às nossas condições de vida, os nossos interesses vão ficando cada vez mais focados na sobrevivência e esquecemos um pouco esta questão. Mas esta é a nossa base: a Filosofia para todos.
E a Sabedoria, não queremos só buscá-la. Queremos encontrá-la também. E embora a Sabedoria seja a meta final, diante o processo de busca, encontramos um grau de Sabedoria que já nos possibilita aplicá-la na prática, no dia a dia.
A proposta de NA não é só buscar. A proposta é fornecer ferramentas para que a pessoa busque e encontre algum grau de sabedoria.
O que significa para nós “a Sabedoria”?

A visão da Nova Acrópole sobre Filosofia:
Hoje nós temos uma visão acadêmica de filosofia, que todos conhecemos, dos cursos dados em faculdades. A nossa visão, a visão da Nova Acrópole, difere um pouco dessa visão acadêmica.
Nós nos fundamentamos na Filosofia à Maneira Clássica, e por FILOSOFIA nós entendemos a busca da Sabedoria. É um conceito vindo de Pitágoras, que dizia que não era sábio, era um buscador de sabedoria, pois ele não tinha a sabedoria. Essa é uma condição muito importante para quem busca, saber que não tem.
Este é um ponto importante, porque mostra que qualquer ser humano quer a sabedoria, quer buscar um conhecimento, isto distingue o ser humano em relação à outras espécies. Ele quer hoje saber mais do que sabia ontem. Isto é uma condição natural do ser humano, a busca da sabedoria.
Às vezes, devido às nossas condições de vida, os nossos interesses vão ficando cada vez mais focados na sobrevivência e esquecemos um pouco esta questão. Mas esta é a nossa base: a Filosofia para todos.
E a Sabedoria, não queremos só buscá-la. Queremos encontrá-la também. E embora a Sabedoria seja a meta final, diante o processo de busca, encontramos um grau de Sabedoria que já nos possibilita aplicá-la na prática, no dia a dia.
A proposta de NA não é só buscar. A proposta é fornecer ferramentas para que a pessoa busque e encontre algum grau de sabedoria.
O que significa para nós “a Sabedoria”?
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
O Poder do Exemplo
Conta Tito Lívio, historiador romano, em seu livro “Os Primeiros Anos da República”, que em 508 a.C. Roma foi cercada por um rei Etrusco de nome Porsena, e que ante o perigo, um jovem romano chamado Caio Múcio Cévola se voluntariou a ir matar o rei, a fim de acabar o mais rapidamente possível com o perigo que a cidade corria.
Mas ao entrar no acampamento inimigo, o jovem guerreiro confundiu um secretário com o próprio rei,
terça-feira, 23 de julho de 2013
A Amizade
“Amigo é coisa para se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração...”
Coisa boa é lembrar a voz cheia e melodiosa do Milton Nascimento cantando isso... E nós caprichamos na afinação, pois o verso é bonito e inspira. Mas lá vêm os filósofos com questionamentos complicados: o que é guardar alguém no coração? Esse músculo que trazemos no peito não guarda nada, nem o sangue: bombeia para todos os lados. Será o coraçãozinho vermelho do papel de bombom? Este significa o quê? Acho que uma emoção agradável, assim como a que tiramos do chocolate, só que vinda de uma pessoa.
Será que uma amizade é isso? Papo agradável, bom de bola, ouve boas músicas... Mas se não tenho o “amigo” à mão... Vou ao cinema, que me proporciona mais ou menos a mesma coisa: distração e fuga da solidão, ou seja, saciedade das minhas necessidades... É este o coração que o Milton recomenda guardar tão bem?
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