sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Makemake hoje me ensinou...
Todos nós temos, eventualmente (ou será “infelizmente” o advérbio mais apropriado?) momentos em que o sábio preceito filosófico de não se deixar afetar pelas circunstâncias vai ruidosamente por terra. Seja porque, por descuido, acumulamos erros que “baixam a guarda” da necessária segurança e confiança em nós mesmos, verdadeira “vigilância montada” que nos protege de muitos invasores desagradáveis, ou porque aquilo que chamamos de “circunstâncias” é um conjunto vivo, dinâmico e bem estrategista, que vive procurando
sábado, 1 de dezembro de 2012
Como melhor mudar?
Na filosofia á maneira clássica aprendemos
a diferença entre transformação e transmutação. Transformação é o que acontece
no desenvolvimento de nossa vida. Nosso corpo está em constante transformação:
as células epiteliais se renovando, cabelos e unhas crescendo, o corpo perdendo
ou ganhando medidas, etc. Transformamos também nossa vida mudando alguns
hábitos, nos transferindo de cidade, o nascimento dos filhos, a morte dos entes
queridos, etc. Transformação é um processo natural da vida. Transmutação, entretanto,
exige
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Eu gosto de viajar
Eu gosto de viajar. Sempre que posso viajar eu entro de cabeça, me envolvo profundamente. Quando viajo, fico atento aos horários, aos documentos, à bagagem, à segurança, ao roteiro, ao dinheiro para o ônibus. Há uma série de elementos em jogo e a mente se ocupa em imaginá-los e em adiantar soluções. Durante esse processo, aparece o nosso lado atento, organizado, ágil, sagaz, alegre, enfim, mais capaz.
Quando subo no ônibus ou no avião, tudo se resume à viagem. É como se os demais assuntos externos a ela se calassem para falar apenas
sábado, 1 de setembro de 2012
Abrir mão...
Assim nos expressamos quando queremos que alguém abra o bolso para comprar algo que desejamos, ou que desista de algum direito pendente na justiça, ou ainda quando cansamos de aconselhar alguém que pensamos estar agindo errado, etc.
Devemos considerar que todos nós temos conceitos limites, por várias razões possíveis e imagináveis, que vai desde o contato com os nossos pais como também com professores, amigos, televisão, leituras diversas...
Abrir mão desses conceitos limites não é tarefa fácil, pois
Abrir mão desses conceitos limites não é tarefa fácil, pois
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Gosto não se discute?
É comum a noção de que o gosto é pessoal e que, assim como política, religião e futebol, é um assunto que não deve ser trazido à tona para não suscitar discussões infrutíferas e que põem em risco as amizades. Isso ocorre porque quando manifestamos gosto por algo, seja um prato, uma bebida, uma obra de arte, ou qualquer outro objeto de nosso juízo, é porque esse objeto nos agrada, nos dá prazer de algum modo. Assim, os juízos a respeito do gosto estão centrados no estado de espírito do sujeito e não nas qualidades do objeto, conforme esclarece o filósofo inglês Roger Scruton em seu livro “Beleza”. Sob esse aspecto, realmente não há que discutir, pois
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
E a moral, onde fica?
Conversava recentemente com um amigo e ele relatava sua insatisfação com um profissional que foi formado dentro de sua empresa, vindo do interior. Foram dados a ele treinamento, moradia, oportunidades e, o mais importante, a confiança. Depois de algum tempo, meu amigo descobriu que estava sendo roubado por ele.
Pensei então que estamos sempre envoltos por problemas desse tipo em todos os escalões da sociedade, no pobre e no rico, no interior e na capital... Escândalos de corrupção em todos os poderes, traição, roubos, etc..
domingo, 1 de julho de 2012
O suco de laranja de um filósofo
N. Sri Ram, o grande filósofo do século passado, possui um conceito sobre a memória que, às vezes, se torna um tanto difícil de explicar, tendo em vista nossos valores atuais. Um dia desses, ao preparar um suco de laranja, pensava sobre isso. Extrai-se o sumo de diversas laranjas, e a quantidade de cascas e bagaço é bem grande. Imaginei a seguinte situação: que o consumo deste suco fizesse bem à vista, e que, ao consumi-lo e ver melhor o mundo à minha volta, me sentisse grata àquelas cascas e bagaços, e quisesse levá-los comigo... Num dado momento, o fardo de arrastá-los seria tão grande que chegaria a neutralizar ou superar os benefícios da amplitude de visão trazido por este sumo...
Assim ocorre com a memória dos fatos: seu “sumo”, o aprendizado,
sexta-feira, 1 de junho de 2012
A mulher tem conquistado sua liberdade?
Nos últimos cem anos, alguns movimentos alavancaram a conquista de direitos para as mulheres na sociedade ocidental. As mulheres ganharam o direito de votar, de trabalhar nas mais diversas áreas profissionais e de se expressar afetivamente. Mas ainda agora, em nossa sociedade, impera o machismo. Mas não falo do machismo descrito pelos movimentos feministas de opressão da mulher pelo homem. Esse também se faz presente, mas não o considero mais sério do que outro tipo de machismo, que é o da mulher que abdica de sua feminilidade para conquistar espaços tradicionalmente masculinos.
A mulher e o homem são inegavelmente diferentes na forma como
terça-feira, 1 de maio de 2012
Quebrando a rotina
Todos nós, uma vez ou outra, nos encontramos acorrentados à rotina. Por mais que tentemos fazer o contrário, repetimos os mesmos atos, realizamos as mesmas tarefas, encontramos as mesmas pessoas. E assim, a vida, que uma vez nos pareceu tão rica em possibilidades, nos parece uma repetição de um número limitado de situações. A questão é: há a possibilidade de sair da rotina?
Primeiro, teríamos que encontrar alguém, no mundo, que não fosse carregado por ela. Alguém para quem
Primeiro, teríamos que encontrar alguém, no mundo, que não fosse carregado por ela. Alguém para quem
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Como fazer alquimia
Gostaria de aprender uma receita básica de Alquimia? pois aí vai: comece por misturar um finalzinho de tarde ensolarada de domingo com a Missa Brevis, de Palestrina. Feita a mistura, coloque-se, então, frente a uma janela, bem aberta, sem vidros ou cortinas, em absoluta paz e silêncio, e respeitoso vazio de pensamentos. Simplesmente esqueça de si por alguns momentos, entendendo bem que esquecer de si é esquecer também de todos os julgamentos prévios que habitualmente despejamos sobre as coisas. Apenas corpo e alma limpos e olhos e ouvidos bem abertos.
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