quinta-feira, 2 de junho de 2011
O amor é um colar de contas coloridas
Estando a poucos dias de celebrarmos o Dia dos Namorados, fica quase inevitável refletirmos sobre o Amor. É claro que nesta data acabamos falando do seu caráter mais físico, presente na ligação entre duas pessoas; mas há que perceber que o Amor se manifesta muito além do físico, se expressa principalmente através da ligação entre corpo e alma, da união entre céu e terra.
Se perguntássemos a pessoas diversas, em contextos variados, veríamos a manifestação do Amor por meio de vários atributos, como contas de um longo colar. Amor é cuidado, generosidade, beleza, pureza, doação, ternura, amizade, união... Quando vemos o cuidado de um pai com seu filho, vemos o Amor; quando vemos um ato puro, vemos o Amor; quando vemos um olhar doce, vemos o Amor. E cada um destes atributos é o próprio Amor que se manifesta, e é por meio do contato com cada um deles, desta soma, que o Amor pode ser percebido como “um”.
Diz Aristóteles que “a função do Amor é levar o Homem à perfeição”. Com isso ele quer dizer que o Amor tem como única intenção levar-nos ao melhor de nós mesmos, conduzir-nos ao verdadeiro “Ser Humano”. Assim, se queremos que o Amor se manifeste em nossas vidas e na Humanidade, precisamos buscar alcançar este melhor em nós, e ser verdadeiramente generosos ao desejar que todos os demais também encontrem em si. E, quem sabe, no dia em que todos nós caminharmos na mesma direção, possamos ser, também, contas coloridas de um longo colar, unidos pelo Amor.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Quando tudo vem abaixo...
Recentemente, o mundo assistiu surpreso à queda do diretor-gerente do FMI Dominique Strauss-Kahn de seu aparente pedestal, após poucos minutos de um grande erro. Digo "aparente pedestal" porque todos sabemos, no fundo, que o status econômico ou político guarda pouca relação com o homem que o carrega, ainda mais em tempos de confusão como o nosso, tornando tanto o pedestal como a queda extremamente relativos.
É assim que um caso como este chega a parecer aos olhos do mundo quase compreensível, ainda mais quando se pode comparar com uma extensa lista de outros casos silimares. Afinal, "o poder corrompe". Corrompe? ou apenas dá substrato para aquilo que já existia? pois o que não faltam na História são casos de homens que acumularam poder a partir de seu valor humano, e que potencializaram suas obras sem perder de vista estes mesmos valores e objetivos nobres, mostrando que não é o poder que corrompe, mas o homem que traz ou não a corrupção em potencial, em si..
Quanto a Strauss-Kahn pessoalmente, não nos cabe julgar. Interessa-nos sim, no entanto, perceber, com este triste exemplo, mais uma demonstração de que o mundo não é carente de riquezas ou de mentes brilhantes, mas precisamente de valores humanos. Que falta faz um sentido de Bem que forme o homem, e um senso de Justiça que não nos permita elevar nosso "calcanhar de Aquiles" à posição de estandarte...
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